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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Reforma ortográfica
Cynthía Feitosa

Eis aqui um programa de cinco anos para resolver o problema da falta de autoconfiança do brasileiro na sua capacidade gramatical e ortográfica. Em vez de melhorar o ensino, vamos facilitar as coisas, afinal, o português é difícil mesmo. Para não assustar os poucos que sabem escrever, nem deixar mais confusos os que ainda tentam acertar, faremos tudo de forma gradual.
No primeiro ano, o "Ç" vai substituir o "S" e o "C" sibilantes, e o "Z" o "S" suave. Peçoas que açeçam a internet com frequênçia vão adorar, prinçipalmente os adoleçentes.
O "C" duro e o "QU" em que o "U" não é pronunçiado çerão trokados pelo "K", já ke o çom é ekivalente.
Iço deve akabar kom a konfuzão, e os teklados de komputador terão uma tekla a menos, olha çó ke koiza prátika e ekonômika!
Haverá um aumento do entuziasmo por parte do públiko no çegundo ano, kuando o problemátiko "H" mudo e todos os acentos, inkluzive o til, seraum eliminados.
O "CH" çera çimplifikado para "X" e o "LH" pra "LI" ke da no mesmo e é mais façil.
Iço fara kom ke palavras como "onra" fikem 20% mais kurtas e akabara kom o problema de çaber komo çe eskreve xuxu, xa e xatiçe.
Da mesma forma, o "G" ço çera uzado kuando o çom for komo em "gordo", e çem o "U" porke naum çera preçizo, ja ke kuando o çom for igual ao de "G" em "tigela", uza-çe o "J" pra façilitar ainda mais a vida da jente.
No terçeiro ano, a açeitaçaum publika da nova ortografia devera atinjir o estajio em ke mudanças mais komplikadas seraum poçiveis.
O governo vai enkorajar a remoçaum de letras dobradas que alem de desneçeçarias çempre foram um problema terivel para as peçoas, que akabam fikando kom teror de çoletrar. Alem diço, todos konkordam ke os çinais de pontuaçaum komo virgulas dois pontos kraze aspas e traveçaum tambem çaum difíçeis de uzar e preçizam kair e olia falando çerio já vaum tarde.
No kuarto ano todas as peçoas já çeraum reçeptivas a koizas komo a eliminaçaum do plural nos adjetivo e nos substantivo e a unificaçaum do U nas palavra toda ke termina kom L como fuziu xakau ou kriminau ja ke afinau a jente fala tudo iguau e açim fika mais façiu.
Os kariokas talvez naum gostem de akabar com os plurau porke eles gosta de eskrever xxx nos finau das palavra mas vaum akabar entendendo. Os paulista vaum adorar. Os goiano vaum kerer aproveitar pra akabar com o D nos jerundio mas ai tambem ja e eskuliambaçaum.
No kinto ano akaba a ipokrizia de çe kolokar R no finau dakelas palavra no infinitivo ja ke ningem fala mesmo e tambem U ou I no meio das palavra ke ningem pronunçia komo por exemplo roba toca e enjenhero e de uzar O ou E em palavra ke todo mundo pronunçia como U ou I, i ai im vez di çi iskreve pur ezemplu kem ker falar kom ele vamu iskreve kem ke fala kum eli ki e muito milio çertu?
Os çinau di interogaçaum i di isklamaçaum kontinuam pra jente çabe kuandu algem ta fazendu uma pergunta ou ta isclamandu ou gritandu kom a jenti e o pontu pra jenti sabe kuandu a fraze akabo.
Naum vai te mais problema ningem vai te mais eça barera pra çua açençaum çoçiau e çegurança pçikolojika todu mundu vai iskreve sempre çertu i çi intende muitu melio i di forma mais façiu e finaumenti todu mundu no Braziu vai çabe iskreve direitu ate us jornalista us publiçitario us blogeru us adivogadu us eskrito i ate us politiko i u prezidenti olia ço ki maravilia.

1) A crônica acima é narrativa ou argumentativa?
2) Na sua opinião, a autora está fazendo uma proposta séria ou está sendo irônica?
3) O texto tem a peculiaridade de ir aplicando, à medida que avançam os parágrafos, as novas regras de simplificação proposta. Você achou fácil a leitura do último parágrafo, onde estão presentes todas essas regras?
4) Reescreva o último parágrafo aplicando a ele a norma-padrão.
5) O texto começa dizendo que o português é uma língua difícil. Você concorda com essa afirmação? Quais são suas maiores dificuldades na escrita da língua portuguesa?
6) A blogueira dá “alfinetadas” na pronúncia de cariocas, paulistas e goianos.
a) Segundo a autora, como os cariocas pronunciam o plural? E os paulistas?
b) O que significa acabar com o “d” do gerúndio.
c) Você acha que essas características da fala estão relacionadas apenas a esses estados? Na sua região, como é pronunciado o plural? E os gerúndios? E os infinitivos, são pronunciados com ou sem o “r”?
7) Você conhece o internetês, linguagem que segue algumas das regras desta proposta? O que você acha dele?

sexta-feira, 20 de maio de 2011

TURMA DA MÔNICA

* Começamos a aula com a leitura da tira "Magali Poço dos Desejos".
* Após a leitura abri espaço para que os alunos falassem o que entenderam da história, e ai foi só risasdas... Adoraram falar da esperteza da Magali.
* Em seguida fizeram a interpretação do texto.
* Pesquisaram sobre o biografia do Maurício de Souza no Laboratório de Informática da Escola.
* Disponibilizei vários gibis da Turma da Mônica na sala de aula e todos puderam escolher quais iriam ler.







* ATIVIDADES:


1) Quantos gibis você leu?


2) Quais foram as Histórias em Quadrinho que você leu?


3) O que você achou das Histórias da Turma da Mônica?


4)Na sua opinião, qual foi a melhor história? Por quê?



quinta-feira, 12 de maio de 2011

O HOMEM NU - FERNADO SABINO

O Homem Nu

Fernando Sabino


Ao acordar, disse para a mulher:


— Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação da televisão, vem aí o sujeito com a conta, na certa. Mas acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade, estou a nenhum.


— Explique isso ao homem — ponderou a mulher.


— Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir rigorosamente as minhas obrigações. Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro, não faz barulho, para ele pensar que não tem ninguém. Deixa ele bater até cansar — amanhã eu pago.


Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e abriu a porta de serviço para apanhar o pão. Como estivesse completamente nu, olhou com cautela para um lado e para outro antes de arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho deixado pelo padeiro sobre o mármore do parapeito. Ainda era muito cedo, não poderia aparecer ninguém. Mal seus dedos, porém, tocavam o pão, a porta atrás de si fechou-se com estrondo, impulsionada pelo vento.


Aterrorizado, precipitou-se até a campainha e, depois de tocá-la, ficou à espera, olhando ansiosamente ao redor. Ouviu lá dentro o ruído da água do chuveiro interromper-se de súbito, mas ninguém veio abrir. Na certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão. Bateu com o nó dos dedos:


— Maria! Abre aí, Maria. Sou eu — chamou, em voz baixa.


Quanto mais batia, mais silêncio fazia lá dentro.


Enquanto isso, ouvia lá embaixo a porta do elevador fechar-se, viu o ponteiro subir lentamente os andares... Desta vez, era o homem da televisão!


Não era. Refugiado no lanço da escada entre os andares, esperou que o elevador passasse, e voltou para a porta de seu apartamento, sempre a segurar nas mãos nervosas o embrulho de pão:


— Maria, por favor! Sou eu!


Desta vez não teve tempo de insistir: ouviu passos na escada, lentos, regulares, vindos lá de baixo... Tomado de pânico, olhou ao redor, fazendo uma pirueta, e assim despido, embrulho na mão, parecia executar um ballet grotesco e mal ensaiado. Os passos na escada se aproximavam, e ele sem onde se esconder. Correu para o elevador, apertou o botão. Foi o tempo de abrir a porta e entrar, e a empregada passava, vagarosa, encetando a subida de mais um lanço de escada. Ele respirou aliviado, enxugando o suor da testa com o embrulho do pão.


Mas eis que a porta interna do elevador se fecha e ele começa a descer.


— Ah, isso é que não! — fez o homem nu, sobressaltado.


E agora? Alguém lá embaixo abriria a porta do elevador e daria com ele ali, em pêlo, podia mesmo ser algum vizinho conhecido... Percebeu, desorientado, que estava sendo levado cada vez para mais longe de seu apartamento, começava a viver um verdadeiro pesadelo de Kafka, instaurava-se naquele momento o mais autêntico e desvairado Regime do Terror!


— Isso é que não — repetiu, furioso.


Agarrou-se à porta do elevador e abriu-a com força entre os andares, obrigando-o a parar. Respirou fundo, fechando os olhos, para ter a momentânea ilusão de que sonhava. Depois experimentou apertar o botão do seu andar. Lá embaixo continuavam a chamar o elevador. Antes de mais nada: "Emergência: parar". Muito bem. E agora? Iria subir ou descer? Com cautela desligou a parada de emergência, largou a porta, enquanto insistia em fazer o elevador subir. O elevador subiu.


1. O narrador desta crônica está em primeira ou terceira pessoa?


2. Quais os tempos verbais predominantes nesta crônica?


3. Qual é o nome do homem nu?


4. Por que o casal não poderia abrir a porta do apartamento?


5. Qual efeito cômico o autor explora nesta situação corriqueira?



6. Com que objetivo o homem saiu do apartamento?


7. Por que ele não conseguiu entrar em casa novamente?


8. Por que sua mulher não abriu a porta para ele?


9. Por que ele se refugiou no elevador?


10. Repare na importância dos sons na narrativa. O estrondo da porta que bate, o ruído do chuveiro do banho da mulher... Selecione mais dois trechos em que o som se torna importante para a história e anote-os.


11. Pesqueise o que poderia significar a expressão "pessadelo de Kafka?"


12. Em alguns momentos a narrativa é pontuada por questões como "E agora? Iria subir ou descer?" O que essas questões retratam na narrativa?



CONTINUANDO UMA CRÔNICA


OBJETIVO: Criar um final para a crônica.


* Escreva em seu caderno uma continuação para a crônica de Fernando Sabino.

... De repente ele acorda e percebe que era apenas um sonho.
Então diz para sua mulher:
-Hoje é o dia de pagar a prestação da televisão, vem ai o sujeito com a conta, na certa! Mas acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade, estou sem nenhum.
Então, o homem percebe que está se repetindo, conta tudo a sua mulher e resolve que ela irá pegar o pão.
Tudo se resolve, ele e sua esposa ficam em casa esperando o cobrador quietinho. Porém, o cobrador aparece no outro dia e sem o dinheiro, não consegue resolver o seu problema.
Aluna: Walquíria Cristina Gadani Santos - 8ª B

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... Quando menos esperava, o elevador desligou o sinal de emergência e ele pode subir para seu apartamento.
Chegou com a sacola de pão, uma mulher do apartamento vizinho estava saindo e começou a gritar:
-Tarado!
Foi quando os outros vizinhos começaram a sair de seus apartamentos assustados com aquela cena.
Sua esposa foi ver o que era e ele estava correndo para dentro do seu apartamento com vergonha.
Aluno: Marciano Tomaz - 8ª B
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... Bem indeciso ele tira os pães do embrulho, pega o saco faz como se fosse um short.
Ele resolve voltar ao seu apartamento com aquele seu traje, bate três vezes na porta falando: amor abre a porta!!!
A mulher fala: - Calma amor!! Meu marido já saiu falando pra não mais abrir a porta para você meu anjo! Você vai me agarrar igual aquele dia?
Ela vai e abre a porta.
O marido nervoso entra, veste uma roupa adequada e vai conversar com sua mulher, terminando seu romance sabendo que ele estava sendo traído pelo cara da televisão, que era seu irmão.
Aluno: Lucas - 8ª B
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... Apavorado resolveu tentar de novo. Voltou para o seu andar, com muita cautela para não encontrar o cobrador.
Tocou a campainha e ninguém atendeu.
Então, resolveu esperar. Tomou cuidado para que ninguém percebesse a situação. Passaram horas!
Maria abriu a porta e disse:- O que é isso?
Eu nem respondi, estava muito bravo. Entrei e fui logo vestindo a roupa.
A campainha tocou e adivinha quem era? O cobrador. Então, paguei a televisão e me vi livre dessa situação!
Aluno: Jelisson -8ª B
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Ficou pensando e então decidiu subir. Ele ia subindo e ficava cada vez mais apavorado. Então ele chegou até o seu andar e quando ele abriu a porta do elevador, por sorte o cobrador já tinha ido embora e então bem quietinho ele bateu na porta e disse:
-Maria abre a porta...
Ela conheceu a voz dele e então abriu a porta. E quando ela abriu, viu aquela cena bizarra e começou a rir, então ele foi explicar o que ele passou e eles riram muito da situação constrangedora que ele passou.
Aluna: Gislaine 8 ª A
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Ele pensou muito... Então decidiu subir, pois assim ele poderia chegar ao seu apartamento.
Já tinha ganhado um pouco de tempo para pensar e reagir, então disse: “E se eu chegar e a Maria não abrir a porta? O que eu vou fazer?”
Continuou a subir. Por sorte quando chegou lá, Maria já tinha sentido sua falta e abriu a porta. Quando ela virou as costas para o elevador veio o SUSTO, um homem nu vindo em sua direção, ele passou por ela e entrou no apartamento.
Ela sem entender virou as costas novamente. Então o elevador fez um barulho novamente, ela olha constrangida e pensa: “Será que é outro homem nu?” Quando ela olha é o cobrador!
Aluna: Roberta Nakano - 8ª A
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O elevador parou e começou a subir, ao chegar no seu andar, a porta do elevador se abriu. Ele correu até a porta do seu apartamento e voltou a chamar sua esposa:
-Maria, Maria, sou eu o José, abre a porta!
Maria ouviu e foi abrir a porta, mas só deu tempo dele entra no apartamento, para o cobrador aparecer saindo do elevador. Maria ficou sem saber o que fazer: “Corro e fecho a porta ou fico e conto o que aconteceu?”
Ela resolveu ficar e falar que estava sem dinheiro para pagar a divida e que no outro dia o pagava.
Maria entrou em casa e José contou o que havia acontecido e os dois riram de tudo juntos.
Aluna: Letícia Felix - 8ª A
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Ele pensou. Pensou e pensou parou um pouco e falou com ele mesmo, se eu descer a pessoas que estão lá em baixo chamando o elevador, vão me ver e se eu subir eu tenho a chance de me esconder e tentar entrar no apartamento.
-O que eu faço? Repetiu o homem.
Já sei... Vou subir, ele saiu do elevador e foi correndo para o apartamento e chamou: Maria sou eu, e não o cobrador abre a porta...
Ele entrou no apartamento, e se trocou.
Aluno: Gabriell Matheus - 8ª A
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Poderia piorar? Sim, começaram a chamar o elevador do andar onde mora.
Apavorou-se mais ainda, se é que era possível, resolveu soltar a porta e deixar o elevador andar, a pessoa do andar debaixo desistiu o elevador subiu e ao abrir a porta ficou vermelho, quem ouviu começou a rir.
Nervoso exclamou:
- Maria! Nunca mais eu como pão!
Aluna: Cristiane Cabral - 8ª A
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Ele ficou pensando, pensando até que resolveu subir o elevador. Quando chegou ao andar do seu apartamento, deu de cara com uma senhora que ficou muito espantada e começou a chamar de tarado.
Todos os vizinhos do seu andar saíram, no corredor e começaram a chamar doido.
Foi então que sua mulher abriu a porta e ele saiu correndo para dentro do seu apartamento.
O cobrador chegou, eles tiveram que atender e falaram que não tinham o dinheiro naquele dia .
Aluna: Danielly de Moura - 8ª A
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O homem começou a se desesperar, com medo de que alguém ouvisse nu. Então pegou um pedaço de pano, fez de vestido tomara que caia e resolveu a se passa por “boiola”. Apertou o botão de “subir” e fingiu estar apavorado. Então o homem que ele ouviu os passos, subiu, o viu apavorado e disse:
- Posso ajudar?
-Não meu amor, só estou esperando um a pessoa. Disse o homem nu, com aquela voz de boiola.
Quando o homem dos passos foi embora resolveu bater na porta de Maria, até que ela abriu e tudo se resolveu.
Aluna: Pâmela de Moura - 8ª A

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AGORA VOCÊ VAI LER O FINAL QUE FERNANDO SABINO ESCREVEU PARA A SUA CRÔNICA. "O HOMEM NU":

_ Maria! Abre esta porta! — gritava, desta vez esmurrando a porta, já sem nenhuma cautela. Ouviu que outra porta se abria atrás de si.
Voltou-se, acuado, apoiando o traseiro no batente e tentando inutilmente cobrir-se com o embrulho de pão. Era a velha do apartamento vizinho:
— Bom dia, minha senhora — disse ele, confuso. — Imagine que eu...
A velha, estarrecida, atirou os braços para cima, soltou um grito:
— Valha-me Deus! O padeiro está nu!
E correu ao telefone para chamar a radiopatrulha:
— Tem um homem pelado aqui na porta!
Outros vizinhos, ouvindo a gritaria, vieram ver o que se passava:
- É um tarado!
— Olha, que horror!
— Não olha não! Já pra dentro, minha filha!
Maria, a esposa do infeliz, abriu finalmente a porta para ver o que era. Ele entrou como um foguete e vestiu-se precipitadamente, sem nem se lembrar do banho. Poucos minutos depois, restabelecida a calma lá fora, bateram na porta.
— Deve ser a polícia — disse ele, ainda ofegante, indo abrir.
Não era: era o cobrador da televisão.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

JOGO DO DICIONÁRIO




1. PREPARAÇÃO
* A sala foi dividida em 4 grupos. Todos bem afastados uns dos outros.

2. A PALAVRA
*A Professora Clodoelma escolheu no dicionário 7 palavras que ninguém da classe conhece. Escreveu na folha e entregou para os grupos.
* Cada grupo inventou uma definição para essa palavra. Inventaram um significado que os colegas acreditariam que pudesse ser verdadeiro.
* Todos discutiram bem baixinho e evitaram que os outros grupos escutassem.

3. O VERBETE
* Escreveram o verbete de forma legível e com clareza.
* Entregaram para a Professora.

4. A VOTAÇÃO
* Discutiram qual seria a acepção que está no dicionário.
* Chegamos a um acordo através de uma votação.

5. O RESULTADO
* Cada grupo que votou na acepção reproduzida pelo dicionário ganhou 2 pontos.
* O grupo cujo verbete inventado recebeu votos ganha 4 pontos por voto.
* Ao final de algumas rodadas, o grupo que teve mais votos ganhou!

RESULTADO DOS VERBETES FEITO PELOS ALUNOS:

GRUPO 1: Emilly, Hernane, Marcos e Naiara
GRUPO 2: Tânia, Kelvilly, Priscila, Elwilly e Paulina
GRUPO 3: Cintia, Ana Luiza, Morgana, Franciele e Hellyan
GRUPO 4: Maurício, Luiz Felipe e Rodrigo


* ALFOMBRA:
GRUPO 1. Homem ou mulher com problema de respiração;
GRUPO 2. Pessoa que tem estress;
GRUPO 3. Pessoa que gosta de coloar lenha na fogueira;
GRUPO 4. **********

*CELEUMA:
GRUPO 1. Parte do corpo da ser humano;
GRUPO 2. Nuvem celestial;
GRUPO 3. É uma célula do corpo humano;
GRUPO 4. Pessoa que gosta de comer cebola;

*FALÉSIA:
GRUPO 1. ************
GRUPO 2. Pessoa sem dinheiro;
GRUPO 3. Pessoa que fala sorrindo;

GRUPO 4. Pessoa que fala muito;

*HODIERNO:
GRUPO 1. Nome de uma cidade;
GRUPO 2. Pessoa que odeia tudo e todos;
GRUPO 3. Coisas modernas;
GRUPO 4. Pessoa que não gosta de usar terno;

*OPRÓBRIO:
GRUPO 1. **********
GRUPO 2. Pessoa que muitos problemas;
GRUPO 3. Quem é problemático;
GRUPO 4. Pessoa que é muito pobre;

*TAMAREIRA:
GRUPO 1. Planta carnívora;
GRUPO 2. O mesmo que cozinheira;
GRUPO 3. **********
GRUPO 4. **********

*UMBROSO:
GRUPO 1. *********
GRUPO 2. Pessoa medrosa;
GRUPO 3. Pessoa quemora no fazenda;
GRUPO 4. Coisa arrepiante, tenebroso;

terça-feira, 10 de maio de 2011

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

A minha glória literária
Rubem Braga

“Quando a alma vibra, atormentada...”
Tremi de emoção ao ver essas palavras impressas. E lá estava o meu nome, que pela primeira vez eu via em letra de forma. O jornal era O Itapemirim, órgão oficial do “Grêmio Domingos Martins”, dos alunos do Colégio Pedro Palácio, de Cachoeiro do Itapemirim, Estado do Espírito Santo.
O professor de Português passara uma composição: “A lágrima”. Não tive dúvidas: peguei a pena e me pus a dizer coisas sublimes. Ganhei 10, e ainda por cima a composição foi publicada no jornalzinho do colégio. Não era para menos:
“Quando a alma vibra, atormentada, às pulsações de um coração amargurado pelo peso da desgraça, este, numa explosão irremediável, num desabafo sincero de infortúnios, angústia e mágoas indefiníveis, externa-se, oprimido, por uma gota de água ardente como o desejo e consoladora como a esperança; e esta pérola de amargura arrebatada pela dor ao oceano tumultuoso da alma dilacerada é a própria essência do sofrimento: é a lágrima”.
É claro que eu não parava aí. Depois outras belezas, eu chamo a lágrima de “traidora inconsciente dos segredos d’alma”, descubro que ela “amolece os corações mais duros” e também (o que é mais estranho) “endurece os corações mais moles”. E acabo com certo exagero dizendo que ela foi “sempre, através da História, a realizadora dos maiores empreendimentos, a salvadora miraculosa de cidades e nações, talismã encantado de vingança e crime, de brandura e perdão”.
Sim, eu era um pouco exagerado: hoje não me arriscaria a afirmar tantas coisas. Mais o importante é que minha composição abafa e tanto que dúvida a sua autoria: eu devia ter copiado aquilo de algum almanaque.
A suspeita tinha seus motivos: tímidos e mal falantes, meio emburrado na conversa, eu não me parecia capaz de tamanha eloquêcia. O fato é que a suspeita não me feriu, antes me orgulhou: e a recebi com desdém, sem querer desmentir a acusação. Veriam, eu sabia escrever coisas loucas: dispunha secretamente de um imenso estoque de “corações amargurados”, “pérolas de amargura” e “talismãs encantados” para embasbacar os incréus; veriam...
Uma semana depois o professor mandou que nós todos escrevêssemos sobre a Bandeira Nacional. Foi então que-dá-lhe, Braga! – meti uma bossa que deixou todos maravilhados. Minha composição tinha poucas linhas, mas era nada menos que uma paráfrase do padre-nosso, que começava assim: “Bandeira nossa, que estias no céu...”.
Não me lembro do resto, mas era divino. Ganhei novamente 10, o professor fez questão de ler, ele mesmo, a minha obrinha para a classe estupefata. Essa composição não foi publicada porque O Itapemirim deixara de sair, mas duas meninas - glória suave – tiraram cópias porque acharam uma beleza.
Foi logo depois das férias de junho que o professor passou nova composição: “Amanhecer na fazenda”. Ora, eu tinha passado uns quinze dias na Boa Esperança, fazenda de meu tio Cristóvão, e estava muito bem informado sobre os amanheceres da mesma. Peguei da pena e fui contando com a maior facilidade. Passarinhos,
galinhas, patos, uma negra jogando milho para as galinhas e os patos, um menino tirando leite da vaca mugindo... (assim como “consoladora como a esperança” combinaram com “ardente como o desejo”), um “burro zurrando”. Depois fiz parágrafo, e repeti o mesmo zurro com um advérbio de modo, para fecho de ouro:
“Um burro zurrando escandalosamente”.
Foi minha desgraça. O professor disse que daquela vez o senhor Braga o havia decepcionado, não tinha levado a sério seu dever e não merecia uma nota maior do que 5; e para mostrar como era ruim minha composição leu aquele final; “Um burro zurrando escandalosamente”.
Foi uma gargalhada geral dos alunos, uma grande vaia cruel. Sorri Amarelo. Minha glória literária fora por água abaixo.

In: para gostar de ler. v. 3. São Paulo: Ática, 1998. p. 70-73.

1) Qual é o tema da crônica A minha glória literária?
2) A crônica foi escrita em primeira ou terceira pessoa?
3) A primeira redação de Rubens Braga fez muito sucesso com o professor e foi até publicada no jornal da escola. Por que razão?
4) Reescreva o título e a redação do cronista com base nos trechos que ele citou.
5) A redação do cronista nos tempos de colégio é bastante rebuscada, cheia de exageros e preciosismo. Em relação à lágrima, qual o nome da figura de linguagem que é usada em “talismã encantado” e “pérola de amargura”?
6) Por que um colega do cronista duvidou que ele fosse o autor da redação?
7) Qual foi o tema da redação seguinte à que fora publicado?
8) Se da primeira vez a glória do cronista foi ser publicado no jornal do grêmio, qual foi sua glória agora?
9) Qual o tema da terceira redação?
10) Por que o professor leu apenas o final dessa redação?
11) Qual é o advérbio de modo usado no “fecho de ouro” da terceira redação?

quarta-feira, 4 de maio de 2011

ENTREVISTA PINGUE-PONGUE




Entrevista

Pingue-Pongue com Marta Frares pelos alunos da 8ª série C da Escola Estadual Waldemon Moraes Coelho.

8ªsérie C - Por que você escolheu essa profissão?

Marta Frares
- Porque eu cresci com isso no sangue, sempre quis ser professora e é de coração.

8ª série C - O que você mais gosta de fazer na escola como Coordenadora?
Marta Frares - Tentar resolver os problemas pessoais dos Alunos.

8ª série C - Você acha o seu serviço difícil ou não? Explique.
Marta Frares - Sim, a parte mais difícil é porque sofro com os problemas dos alunos.

8ª série C - Você acha que ajudando uns aos outros você está contribuindo para uma educação melhor?
Marta Frares - Sim, é isso que me mantêm ajudando o tempo todo.

8ª série C – Como você consegue ter paciência com os alunos da Escola Waldemon?
Marta Frares - Meu Deus! É por causa do Carinho que sinto pelos alunos.

8ª série C - A maioria dos alunos se sente como se fossem parte da sua família, você sente o mesmo por eles?
Marta Frares - Sim, eu parei de trabalhar para a Escola Municipal que era mais remunerada para vir para a Escola Estadual e não me arrependo porque sou recompensada por vocês.

8ª série C - Você já ignorou algum aluno? Por quê?
Marta Frares - Sim, um aluno porque fiquei com medo e porque faltou sinceridade no aluno.

8ª série C - Como você reagi diante daqueles alunos que tem um grau de dificuldade na aprendizagem?
Marta Frares - Nossa! O Trabalho é muito difícil, eu chamo os professores e converso com eles para tentar ajudar os alunos.

8ª série C - Se algum dia você fosse diretora da Escola Estadual Waldemon M. Coelho, você mudaria as suas atitudes, o seu jeito de tratar os alunos ou você aplicaria as mesmas regras?
Marta Frares - Eu respeito muito o Peri (Diretor), no entanto, existem algumas coisas na escola que eu mudaria sim. Quem me acha chata vai continuar achando e quem me acha legal vai continuar achando também.